A viagem de São Paulo, dia 27 de Novembro, até Izmir levou cerca de 24 horas ( 15 só de voo).
Até esse dia o mais longe que eu havia ido era até Lima, Peru e mesmo assim ainda era mais similar ao Brasil, ao menos em língua do que a Turquia. Chegando em Izmir, já era meia noite o que significava nenhum transporte público, um pessoal da AIESEC ficou de me receber no aeroporto e me levar até minha próxima morada de taxi.
Minhas primeiras impressões do aeroporto é que poderia ser comparado ao nosso aeroporto de Viracopos em Campinas (antes da reforma), pequeno, mas bem organizado. Cheguei com duas malas enormes! Mal as conseguia carregar e o pessoal da AIESEC ainda não estava lá. Nossa comunicação já havia sido muito dificil, então sendo a pessimista que sou já comecei a pensar que ninguém viria me encontrar e eu teria que dormir no aeroporto! Depois eu viria a descobrir que os turcos operam como os brasileiros, no tempo deles, então atrasos são comuns.
Meia hora depois de esperar no aeroporto em que quase ninguém falava inglês, dois rapazes da AIESEC chegaram e um peso foi retirado dos meus ombros, literalmente! As malas estavam muito pesadas! Os rapazes era muito simpáticos e embora falassem um inglês muito básico - um prelúdio de como seria a comunicação em inglês por lá - conseguimos nos entender e pegar o táxi para minha nova casa.
O taxi demorou um bocado para chegar, estava exausta e ao mesmo tempo animada por estar ali finalmente! Fomos tentando nos conhecer com o pouco de turco que eu havia estudado antes de ir e o inglês que eles queriam praticar. O táxi estava passando por umas quebradas muito estranhas! Ruas escuras e esburacadas. Um carro de polícia começou a nos seguir e sinalizou para o nosso carro parar. Paramos, o taxista falou com explicou que eu era estrangeira e estavamos indo para minha casa porque eu havia chegado do Brasil agora. O policial voltou ao seu carro, conferiu as informaçoes, falou de novo com o taxista, de novo no radinho e eu ali sem saber o que fazer! Demorou uns 10 minutos, mas ele nos deixou continuar. "Policiais loucos" o taxista dizia enquanto subíamos a ladeira que com o tempo se tornaria tão familiar para mim.
Depois de umas semanas descobri pelo o que meus colegas de trabalho diziam que meu bairro era muito perigoso, "bairro de ciganos" diziam com ar de preocupação e preconceito; Por isso a polícia checava todos os carros com mulheres depois da meia noite. Imagino que uma brasileira aparecer por ali deve ser sido algo inusitado.
Meu prédio era um dos últimos no morro, era uma ladeira tremenda para chegar até lá! As ruas estavam desertas e escuras, realmente parecia perigoso, mas confiei que o pessoal da AIESEC não me colocaria em uma fria muito grande.
Como muito azar é coisa pouca o elevador de meu prédio tambéme stava quebrado... e meu apartamento era no sexto andar. A viagem não acabava nunca! levamos as 2 malas de mais ou menos 20 quilos cada escadas, os meninos estavam quase morrendo quando chegamos na porta. Minha flatmate estava doente, então o pai dela (que a estava visitando) quem me recebeu sem falar uma palavra em inglês. Me acomodei em meu quarto e dormi por umas 15 horas até o meu primeiro dia oficialmente em Izmir.

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